Recuperar a autoestima, sentir-se bonita, restabelecer o convívio social, sentir-se segura. Esses são apenas alguns dos motivos que levam quem já passou por uma mastectomia — um dos tratamentos cirúrgicos para o câncer de mama, que consiste na remoção completa do seio — a realizar a reconstrução mamária.

A relevância desta prática é indiscutível, tanto que ela é compreendida até pela legislação brasileira. A Lei nº 10.223, de 15 de maio de 2001, por exemplo, surgiu para alterar a Lei nº 9.656, de 3 de Junho de 1998, que dispõe sobre os planos e seguros privados de assistência à saúde. A regulamentação de 2001 foi assinada pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, e acrescentou o Art. 10-A na de lei de 1998 — para instituir a obrigatoriedade de cirurgia plástica reparadora de mama por esses planos e seguros nos casos de mutilação decorrente de tratamento de câncer.

Já a reconstrução mamária pelo Sistema Único de saúde (SUS), em caso de câncer de mama, é tratada pela Lei nº 9.797, de 6 de maio de 1999. Ela também foi sancionada por Fernando Henrique Cardoso, e dispõe sobre a obrigatoriedade da rede de unidades integrantes do Sistema de realizar a cirurgia plástica reparadora da mama nos casos de mutilações decorrentes de tratamento de câncer.

Além disso, há cerca de seis anos, a então presidente Dilma Roussef assinou a Lei nº 12.802, de 24 de abril de 2013, que altera a Lei nº 9.797 para dispor sobre o momento da reconstrução mamária.

Também existem jurisprudências garantindo o direito à cirurgia plástica para simetrização das mamas, tanto pelo SUS (TJSP – AC 0032212-47.2012.8.26.0554, AC 0032212-47.2012.8.26.0554), quanto pelos planos de saúdes (TJSP – AC 0011457-80.2009.8.26.0659, AC 9110956-91.2004.8.26.0000, AC 9160763-41.2008.8.26.0000).

Vamos conhecer mais sobre o procedimento?

Prótese de silicone após mastectomia

Felizmente, a evolução nos implantes de silicone, bem como das técnicas usadas no processo, garantem  às pacientes resultados bastante satisfatórios, com uma aparência bonita e natural.

Mas, quando é feita a reconstrução da mama? 

É importante estar ciente de que o momento da cirurgia reconstrutora de mama deve ser definida pelo médico responsável pelo tratamento do câncer de mama.

Vale salientar que, quando existirem condições técnicas e clínicas, a reconstrução mamária pode ocorrer no mesmo ato cirúrgico de retirada da mama. No entanto, na ausência dessas condições, a reconstrução não poderá ser feita imediatamente após a retirada do seio.

Algumas vezes, por exemplo, a prótese de silicone só pode ser colocada após a mastectomia estar totalmente cicatrizada e os tratamentos quimioterápico e radioterápico terem finalizado — ou seja, após alta do médico oncologista.

Sendo assim, é essencial que você converse com seu médico sobre o melhor momento para realizar esse procedimento.

Nesse possível intervalo, é fundamental manter-se psicologicamente saudável e forte. Se necessário, procure ajuda profissional, de um psicólogo ou terapeuta, por exemplo.

Lembre-se que, ainda que você precise esperar esse tempo, a única coisa que foi, definitivamente, retirada de você foi o câncer. Quanto à mama, os avanços da medicina e tecnologia lhe devolverão. Dependendo do seu caso, você ainda pode fazer a tal limonada desse limão —  aproveitar a ocasião e a cirurgia plástica para deixar os seus seios como sempre quis.

Foi o que fez, por exemplo, Evelin Scarelli, uma fisioterapeuta e criadora do Projeto Lenço Cor de Rosa, que, aos 23 anos de idade, foi diagnosticada com câncer de mama.

“Sempre procuro o que é bom, mesmo nas situações ruins. Então, decidi aumentar o tamanho dos meus seios. Colocar uma prótese maior e aumentar o tamanho da outra mama. Amo minhas próteses. São visualmente muito naturais. Não há como dizer que fiz uma reconstrução”, afirmou Scarelli em entrevistas sobre o assunto.

Lembre-se que os cuidados no pós-operatório são essenciais para que os resultados de qualquer cirurgia sejam os melhores possíveis. As orientações médicas devem ser seguidas à risca, assim como o acompanhamento médico, que deve acontecer conforme estabelecido pelo seu cirurgião e seu oncologista.

Para saber mais informações sobre essa e outras técnicas e procedimentos cirúrgicos que podem ajudar a melhorar a sua autoestima e qualidade de vida, acesse o site da Clínica Dr. Garabet, acompanhe o blog, ou entre em contato diretamente com a nossa equipe.